domingo, 28 de junho de 2009

Éramos em uns 10 agora somos uns 25!!! Querer é poder!


Após mais uma semana de turma com mais alunos, o que dá para constatar é que estão gostando do exercício de aprender teatro e que os mais veteranos estão felizes com as novas companhias.


Nessa segunda semana da chegada dos novos tripulantes do Ivete Vargas, a turma deu uma renovada, os alunos mais antigos, estão se sentindo mais úteis ainda, pois a eles emprego a função de assistentes além de alunos e me ajudam em algumas coisas ao ensinarem os novos, assim se sentem mais capacitados e reconhecidos e eu claro percebo na real se eles realmente assimilaram o conteúdo passado, claro que não são todos que dominam o fazer, mais a vontade se mostra e o sentimento de ser requisitado para ajudar fica claro em olhares de satisfação.


Infelizmente não estamos conseguindo dar aquele passo mais rápido como desejava, para poder fazermos uma revisão mais breve e logo continuarmos daquela última matéria que estavamos finalizando "estados/sensações e sentimentos", estou tendo que passar por focos, respiração, variações de planos e nessa última aula, tivemos o trabalho de transformar situações corporais abstratas em situações cotidianas, que resultaram em belas cenas.


Pretendo na próxima aula rever glaishinaider/bla,bla,bla e assim sucessivamente.


Em nossa reunião Artístico pedagógica, tivemos discussões acerca da: documentação ref. pagto - A divulgação junto aos alunos da fazenda da Juta e Teotônio - Propormos aos alunos um fechamento geral antes do dia 17/07 - Elaborarmos um informe escrito sobre quando para e quando retornam as aulas do PIA - Nossa conclusão de nova abordagens junto aos alunos e pais, de não mais citar as duas mátérias específicas da dupla de Arte-Educadores em questão e sim falar sempre do todo, as quatro vertentes - Criamos também um novo formato de como servir o lanche, junto as novas assistentes que recem chegaram, elas irão levar os lanchares no BEC do CEU para os alunos em horário combinado - E por fim a nossa coordenadora Márcia, propos um breve depoimento de como cada um entende como resultado prático do que se está aplicando nos trabalhos em dupla, como esta interdisciplinaridade está acontecendo e atendendo a proposta do PIA.


Dessa discussão muito bacana surgiram propostas fundamentais e indíspensáveis ao segundo semestre após férias, que ainda não vou relatar aqui, pois ainda são nossos tesouros para o fechamento do ano. rsrsrs!!!


Régis Santos

domingo, 21 de junho de 2009

Novos Tripulantes no Barco, uns revêem outros começam

Gente nova chegando na sala meio a rodo, são os alunos daquela minha ação junto a coordenação pedagógica com as escolas, desta vez foi com os alunos da Ivete, bastou um telefonema, uma abordagem bem feita e rendeu uns 15 novos alunos para essa turma de quarta a tarde e mais uns pra outras turmas minhas.
No inicio aquele velho papo de introdução ao PIA e para nos conhecermos, exercícios de respiração, concentração e apresentação.

O bom exercício das bolinhas, muita confusão por ser grande a quantidade de gente, e dividi em dois e aos poucos fui juntando.

E fomos a variação de planos, focos, cenas e matrículas ao termino de quem gostou.

O resultado, unânime, todos amaram a aula e a turma duplicou.

Que felicidade

Que felicidade

Que felicidade!!!!!


Règis Santos

sábado, 13 de junho de 2009

Vivência Singular!!!!

Chegamos, sentamos em circulo, conversamos sobre tudo o que estudamos até agora, fiz uma espécie e remember de tudo, tudo o que já expliquei, tudo o que eles já anotaram no caderno de teatro, dicas, forma de falar bem um texto, impostação da voz, volume, foco, a importância da coxia, do proscênio, da ribalta, da triangulação, da postura, da segurança ao andar aliada a uma tranqüilidade fundamental, atenção ao improviso, o estar pronto, atento, disponível, em um estado de prontidão constante, atenção com variação de planos, as rubricas, a respiração correta que coloca o personagem num estado físico de acordo com a emoção/sensação proposta na trama, etc. Tudo isso, das 13h as 14h.

Não era à toa essa reflexão, é que às 14h, descemos ao teatro para assistir a peça Cidadão de Papel, da Cia. Os satyros, e a aula se baseou na análise desta peça, eles tinham que assistir e observar todos os detalhes já vividos sem ala de aula, uma experiência muito boa, afinal para a maioria era a primeira vez que assistiriam uma montagem teatral.

A peça, baseada no livro Cidadão de Papel de Gilberto Dimenstain, trata do tema cidadania.
importante e fundamental a todos nos, a eles nessa fase da vida, muito mais.

Era uma comédia, várias situações abordando o comportamento de pessoas comuns, que sempre de forma irônica se relacionavam com situações de cidadania, tendo sempre um personagem, o tal Zé Ruela, norteando cada situação.

Colocamos também em prática o exercício de ser um espectador, saber apreciar uma obra de teatro. Como se comportar dentro de uma sala de espetáculos? Como respeitar o profissional no palco? Não falar junto com os atores! Não gritar comentários em voz alta, com aquele comportamento vândalo que alguns jovens fazem quando não se tem consciência da importância desta presença numa platéia. A importância de se divertir enquanto platéia, deixar vir e manifestar todos os estados causados em você pelas situações da peça, risos, emoções, choro, seja ao que for.

Após a peça houve uma apreciação, um debate/bate-papo, com os atores da peça e a platéia, em torno das impressões sobre o que assistiram. Mais não houve muito êxito, como já era esperado; após tantos temas, dezenas de situações abordando falta de respeito ao próximo, preconceito, vandalismo, falta de higiene e egoísmos, e muito mais, a platéia queria saber da vida dos atores, da tv, da novela, pouco da situação dramática proposta na reflexão, lamentável, mais acho que os atores não conduziram a conversa a contendo, à estimular, à provocar uma reflexão de forma com que se manifestassem. Mais enfim.

Na sequência fomos para a sala de aula, e tivemos uma hora de conversa em torno das atenções que havia pedido a eles, foi muito bom, importante salientar que, pelo menos em termos do olhar direcionado para a observação, acho que atentaram a tudo que puderam dentro dos seus limites, isso fez com que crescessem, pois tiveram um olhar bem critico, perceberam as falas baixas, identificaram os estados e sensações de personagens variados, os acertos e erros, enfim, foi uma grande experiência, onde se exercitou um olhar crítico em torno da obra, possíveis futuros artistas de palco, tendo a oportunidade observar, assistir, criticar, questionar, tudo com um acompanhamento de um artista os orientando nesse olhar.
Vivência singular!

domingo, 7 de junho de 2009

Aula no Palco do Teatro, emoção e sensações ao cubo!

Nesta semana foi um encontro muito interessante, fizemos aula no teatro, no mágico palco, alias queria que fosse sempre assim, o lugar ideal, amável, acolhedor, nosso sagrado lugar de encanto. Conseguimos dar um passo adiante, a duras penas, mais a fila andou. Com muita conversa, os alunos conseguiram compreender a importância de se desprenderem do julgamento do olhar externo, que muitas vezes é seu mesmo, da necessidade de uma auto-investigação e compreensão do corpo como instrumento de trabalho, corpo, como fator indispensável e indiscutível para a criação plena e evolutiva.

Na aula passada pedi a eles para trazerem trechos de obras literárias, romances ou peças teatrais decoradas, de no mínimo 2 linhas, no máximo 5 linhas, eles trouxeram! Muito bom, pois se apresentaram os mais diversos temas, conteúdos e formas de expressão de escrita variadas. Alguns levaram bronca, por estarem com os textos mal decorados, sendo que tiveram uma semana para isso. Eu disse: - Sete dias para 5 linhas e nada?? E ficam pedindo para fazer peça? Como pensam em fazer uma peça inteira?
Forcei nisso para se entenderem a importância de se estabelecer uma relação de seriedade e compromisso com o que se assumir, isso é teatro, disciplina, vontade, prazer!

Após um bom aquecimento, com deslocamento no espaço, corridas, falando o texto de forma neutra, paravam a frente do colega mais próximo, e cada um falava o seu texto ao colega. Algo prático, para aquecer o início da aula que tinha temperatura de 10 graus. Eu estava feliz, pois quase todos os alunos se fizeram presentes, realmente estão se apegando aos nossos encontros.

Depois disso, propus que em fileira andassem individualmente, da rotundas à ribalta, aproveitando o espaço cênico real do teatro, a coxia, o procênio, a platéia, (as cadeiras), enfim, estando eles no lugar real/ideal, o palco de um teatro, assim entenderam na prática a importância do foco, da projeção da voz, e foram andando, nessa direção dizendo o texto sem estados emocionais, e localizei, a postura errada, o olhar perdido, a falta de foco, o nervosismo aparente, o caminhar inseguro, e pontuei a importância de se saber onde se está, como se anda, a questão da atitude, a importância do olhar, da necessidade de se impor, como se defender no palco, como fazer bem e bonito, aquilo que tem que se fazer, a simplicidade de forma bela.

Após, foram várias, várias experimentações deste mesmo trecho dito de uma, três, cinco, oito formas diferentes e como isso alterava suas respirações, que alteravam seus corpos, suas posturas, enfim, seus estados, tudo isso fazendo-os perceber que o teatro nos torna plenos no fazer.

Após tantas repetições e às vezes algumas travações naturais, em um momento específico de um estado de pavor, a sensação real do estado não foi assimilado com facilidade, tive que dar uma pausa, propor uma água, uma conversa em torno do libertar-se desse auto-julgamento e do julgamento alheio, exercitamos de forma bem sutil um pouco do princípio de Kundalini, para trocarem energias, fazerem fluir através da leve compreensão do corpo e seus chacras, e através de uma cuidadosa condução minha, fomos para uma situação lúdica do limite do universo do pavor, foi lindo, se soltaram, se envolveram, se emocionaram, fizeram com tudo e o medo e o julgamento, se foram!


Nossa reunião de sexta feira tratou de questões pedagógicas, onde abordamos dificuldades e progressos.

Régis Santos